Nesta data, comemora-se duas datas importantes, o dia do Índio instituído pelo presidente Getúlio Vargas ao assinar o decreto-lei de 5.540, de 1943, tendo a participação do ilustre ÍndioMatogrossense, Marechal Candido da Silva Rondon na sua concretização. A partir da intervenção de Rondon, os Índios passaram a ser vistos sob outra ótica.
Os registros históricos relatam que no I Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido no México, em 1940, representantes de diversos países convidaram os índios a se sentarem à mesa para o debate cujo tema central era a própria situação deles no continente americano. A princípio, os protagonistas do evento, receosos, não compareceram. Porém, no dia 19 de abril, numa demonstração de cordialidade, aceitaram participar do acontecimento. Por isso, nessa data foi instituído o Dia do Índio. O objetivo principal era o de exigir dos governos a criação de políticas que salvaguardassem a cultura e a qualidade de vida dos povos indígenas. No Brasil, em 2 de junho de 1943, o presidente Getúlio Vargas assinou o decreto de lei n° 5.540, determinando que no país aquela data também fosse dedicada ao índio. Ao longo do tempo, apesar dos esforços de garantir a eles o direito de viver em suas terras com dignidade, há muito o que fazer ainda. Eles são merecedores do maior respeito. Os versos do entusiasta Jorge Ben Jor, na composição em parceria com o saudoso Tim Maia e imortalizados na voz de Baby do Brasil cá na Terra Brasilis, valem nossa reflexão: “(…) Pois todo dia, toda hora, era dia de índio/ Mas agora eles só têm um dia / O dia dezenove de abril (…)”.
Sepé-Tiaraju
A história de nosso povo e de sua luta por tornar o país soberano tem, na atuação dos índios, capítulo dos mais relevantes. Grandes guerreiros o grafaram com as tintas da coragem e do amor ao torrão natal. Um deles, Sepé-Tiaraju, guarani de São Miguel das Missões, teve seu nome inscrito em 18/4/2006, pelo Senado Federal, no “Livro dos Heróis da Pátria”. A honrosa distinção partiu de um projeto do senador pelo Rio Grande do Sul dr. Paulo Paim. O Brasil que desejamos ver progredir, nunca deixando de lado seu natural espírito solidário e fraterno, é composto também por decididas almas, como a de um Sepé-Tiaraju que, a 7 de fevereiro de 1756, na resistência à invasão dos Sete Povos das Missões, bradou: “Esta terra tem dono!”. De fato, esta terra é de Jesus, a presença que a todos ilumina! E como gosta de saudar um Irmão Índio, grande amigo nosso, conhecido como Flexa Dourada (Espírito): “Salve, Jesus!”.
O dia 19 de abril também é o dia do Exército, visto que seu berço é a cidade de Guararapes (estrondo dos tambores, do tupi uarará'pe. Uarará - espécie de tambor indígena; e Pe - no (local). ...). Ali nasceu o Exército Brasileiro, aconteceu a Batalha de Guararapes no dia 19 de Abril de 1648. Nos idos de 1.600 Portugal, disputando o poder na Europa, mantinha na Colônia um mínimo efetivo militar. Era assim difícil defender o vasto litoral e o extenso território. Sua população era física, culturalmente diferenciada, era habitada por europeus, africanos, os nativos, descendentes e miscigenados. O açúcar já valia muito dinheiro, era ouro no Velho Mundo. Do continente europeu veio uma empresa comercial, escoltada pelos holandeses, que conquistou Recife e ficou por mais de 20 anos em Pernambuco. Os portugueses tinham uma pequena milícia, a ela uniram-se as lideranças locais, sob o comando do escravo alforriado Henrique Dias, o chefe indígena Poti que significa em tupi-guarani também camarão e vários crustáceos e em guarani excremento, cocô. Felipe Camarão e o capitão Antonio Dias Cardoso e outros. Pela primeira vez, houve um pensamento de união na pátria, sendo o invasor holandês expulso de Pernambuco e dessa união de raças nascia a nacionalidade brasileira e com ela, o Exército Brasileiro.
José de Paiva Netto – filósofo, jornalista, radialista e escritor.
Presidente Mundial da Legião da Boa Vontade
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